Escrito em 08 de agosto de 2025.
Hoje estive refletindo sobre os pequenos infortúnios do cotidiano.
Falta água justo na hora do banho.
O arroz queima no fogo.
O copo escorrega das mãos e vira poça no chão.
A decoração da estante insiste em ficar torta.
Coisas pequenas, banais até, mas que parecem enormes no momento.
Não porque sejam, de fato, grandes…
Mas porque nossa mente, já sobrecarregada, aumenta o que não precisa.
O mais curioso é perceber como, em cada situação, temos uma escolha:
Podemos focar na solução — ou nos prender ao problema.
Mas há quem transforme cada tropeço em tragédia, cada contratempo em crise.
Pensar na solução… pra quê? Se já se decidiu que tudo é motivo pra aborrecimento?
Talvez o que pesa não seja o problema em si, mas o peso que damos a ele.
Marco Aurélio dizia:
“Nada acontece ao homem que não seja próprio do homem.”
Ou seja: tudo o que acontece — por mais irritante ou fora de hora — faz parte da experiência humana.
Ninguém está acima disso.
O que nos diferencia é a forma como reagimos.
Seremos vítimas constantes das pequenas frustrações ou aprenderemos a rir do arroz queimado e seguir em frente?
Afinal, se não conseguimos lidar com o que é pequeno…
Como lidaremos com o que realmente importa?
João Bezerra Neto - Advogado
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