domingo, 7 de setembro de 2025

Nada acontece ao homem que não seja próprio do homem

 

Escrito em 08 de agosto de 2025.


Hoje estive refletindo sobre os pequenos infortúnios do cotidiano.
Falta água justo na hora do banho.
O arroz queima no fogo.
O copo escorrega das mãos e vira poça no chão.
A decoração da estante insiste em ficar torta.

Coisas pequenas, banais até, mas que parecem enormes no momento.
Não porque sejam, de fato, grandes…
Mas porque nossa mente, já sobrecarregada, aumenta o que não precisa.

O mais curioso é perceber como, em cada situação, temos uma escolha:
Podemos focar na solução — ou nos prender ao problema.
Mas há quem transforme cada tropeço em tragédia, cada contratempo em crise.

Pensar na solução… pra quê? Se já se decidiu que tudo é motivo pra aborrecimento?
Talvez o que pesa não seja o problema em si, mas o peso que damos a ele.

Marco Aurélio dizia:
“Nada acontece ao homem que não seja próprio do homem.”
Ou seja: tudo o que acontece — por mais irritante ou fora de hora — faz parte da experiência humana.
Ninguém está acima disso.

O que nos diferencia é a forma como reagimos.
Seremos vítimas constantes das pequenas frustrações ou aprenderemos a rir do arroz queimado e seguir em frente?

Afinal, se não conseguimos lidar com o que é pequeno…
Como lidaremos com o que realmente importa?

João Bezerra Neto - Advogado

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