terça-feira, 9 de setembro de 2025

Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; o olho não se satisfaz em ver, nem o ouvido se enche de ouvir.

 

Cotidianamente, amigos, conhecidos e até mesmo aqueles que mal cruzam o nosso caminho buscam apoio, conselho ou direção. Nesses momentos, a honestidade deve ser o alicerce: ajudar, quando possível, com clareza e boa vontade; e, quando não for possível, ao menos indicar quem pode estender a mão.

Há, contudo, uma lição antiga — atribuída à sabedoria de Platão ou à experiência acumulada do mundo — que ressoa com força: “Se for para subir, conte comigo; para descer, desça sozinho.” Essa frase não fala de egoísmo, mas da responsabilidade individual. Apoiar a ascensão alheia é nobre; participar da queda que nasce da imprudência ou da vaidade é insensato.

Nem todo caminho é coletivo, e há descidas que só se evitam quando aprendemos a andar com discernimento.

De nada adianta buscar atalhos ou esperar sempre um “ovo de Colombo” para resolver tudo. Como já advertia a sabedoria de Salomão: “Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; o olho não se satisfaz em ver, nem o ouvido se enche de ouvir.”


Por fim, encontramos eco dessa verdade também no Bhagavad Gita (3:35): “Melhor é cumprir o próprio dever, ainda que imperfeitamente, do que executar com perfeição o dever de outro. É preferível morrer cumprindo o próprio dever; o dever alheio é perigoso.”

João Bezerra Neto - Advogado


João Bezerra Neto - Advogado

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